Estudos bíblicos

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A salvação segundo

a Bíblia

Roberto Junquilho

“Só na Igreja Católica existe salvação”. Ao pronunciar essa frase, durante entrevista à imprensa, Bento XVI, estrela maior do teatro de poder encenado no Vaticano, contraria toda a verdadeira doutrina bíblica, segundo a qual a redenção eterna só se encontra em Deus, através do Senhor Jesus Cristo. Milhões de pessoas, nestes dois mil anos mais recentes, vêm sendo enganados por chamamentos desse tipo, produzidos por esta organização humanista, extremamente poderosa politicamente, que desde a sua criação, lá pelo terceiro século de nossa era, tenta tomar o lugar do Salvador, Jesus, que morreu na cruz pelos pecados da humanidade. Para tanto, vale-se de um bem estruturado sistema de convencimento e de cartilhas bem elaboradas em defesa de seus interesses, desprezando as Escrituras Sagradas. A palavra de Deus diz que só existe um intermediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo.

Isso está bem claro, de Gênesis a Apocalipse, sem qualquer margem para dúvidas. Mas o chamado bispo de Roma, que se auto-proclama, entre outros títulos heréticos, vigário (substituto) de Cristo, tem de defender o engano secular. A igreja Católica precisa sobreviver e, nessa situação, pouco importa a verdade absoluta da Bíblia. A monarquia despótica do papado, neste cenário, continua a impor sua tradição doutrinária que é diametralmente oposta aos ensinamentos de Jesus Cristo e à doutrina dos apóstolos. A afirmação de Pedro, um dos apóstolos, escrita no livro de Atos 4:12, é taxativa: “Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Ao mesmo Pedro é dado o privilégio da revelação do Espírito, fazendo-o declarar: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”. Ao que Jesus respondeu: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus”. (Mt 16:18-19).

Pescador, homem simples, mas cheio do Espírito Santo, ele obedecia ao seu Senhor, Jesus, e dispensava honrarias e bajulação, coisa que não ocorre hoje com aqueles que se intitulam seus sucessores. Um dos fatos mais marcantes da vida de Pedro está registrado em Atos 10:26. Ao chegar à casa do centurião Cornélio, Pedro disse: “Levanta-te que eu também sou homem”, dispensando a adoração que lhe era prestada pelo anfitrião, prostrado aos seus pés. Na Igreja Católica isso não ocorre e vários são os alvos da adoração, incluindo defuntos que há muito tempo já viraram pó. Paulo, outro apóstolo, adverte no capítulo 8 da Carta aos Colossenses: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Na primeira carta a Timóteo, capítulo, 2:5, Paulo esclarece: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. Este texto, como todos os outros sobre salvação eterna que estão na maioria dos livros da Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é claro, objetivo e ensina que a redenção eterna vem de Deus, por meio de Jesus Cristo.

Ao estabelecer o Plano de Salvação, Deus não criou a Igreja Católica, uma religião nascida através de conchavos políticos e com o objetivo de tentar sustentar o decadente Império Romano, nem tampouco ordenou substitutos e muito menos papas. Ele criou a Igreja, que é a reunião de todos os salvos em Jesus Cristo. Não instituiu esta ou aquela denominação religiosa, mas elegeu a multidão daqueles que recebem a sua Palavra de Salvação e abrem o coração para a verdade que Ele mesmo pregou: “Se o filho (Jesus) vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. E no Evangelho de João, capítulo 14:6, Jesus não deixa dúvida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Fica claro, segundo a Bíblia, que Jesus é a cabeça da igreja, que é seu corpo. Este é o grande mistério: Cristo e a Igreja. Felizmente, os ensinamentos da Bíblia alcançam povos e nações e atingem a quem busca Deus verdadeiramente, que se revela através do Espírito Santo, cumprindo-se, assim, as profecias das Escrituras. A Igreja Católica não salva, a religião, muito menos, e somente Jesus, o nome sobre todo nome, pode dar a redenção eterna. Em Romanos 8:1, a Bíblia diz que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus e que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Jesus é a “pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa”, complementa em 2 Pe 2:4.

Bento XVI mantém a linha doutrinária enganosa a respeito da verdade, talvez a principal tarefa do cargo. Mas ele vai passar, como passaram João Paulo II e tantos outros papas, padres, bispos, pastores, reverendos. São, todos eles, passíveis de erros, porque humanos e pecadores. Mas existe um, como diz o verso 28 do capítulo 7 da Carta aos Hebreus, endereçada, na verdade, a toda a Igreja de Cristo: “Porque a lei constitui sumo sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constituiu o Filho, perfeito para sempre”.

A salvação para a humanidade foi determinada há mais de dois mil anos, com o sacrifício do Senhor Jesus no Calvário e a sua ressurreição. Não é preciso ser religioso, aliás, como os fariseus que crucificaram Jesus, adorar ídolos ou aceitar dogmas de denominações religiosas. Basta crer, para ver a glória de Deus, e, pela revelação do Espírito Santo, confessar que Jesus é o Senhor e praticar o que ele ensinou. Entre os vários textos da Bíblia sobre a salvação eterna, um se destaca, talvez por ser o mais objetivo. Está no Evangelho de João 3:16-20: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Esta é a verdade da Bíblia, absoluta e sempre atual, porque a Palavra de Deus “…é viva e eficaz, e mais cortante do que espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração”, segundo a Carta aos Hebreus, capítulo 4:12. O resto é invencionice humana, frases criadas visando manter um status quo que contraria à Palavra de Deus, desvirtuando as verdades bíblicas e levando milhões a buscarem a salvação em estátuas de escultura, amuletos dos mais variados e em doutrina heréticas.

A crença em Jesus Cristo opera no ser humano maravilhas que o nosso intelecto não pode alcançar, “pois se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo”. Este texto, 2 Coríntios 5:17, diz tudo e serve para explicar o “nascer de novo”, através do Espírito Santo, necessidade básica da fé cristã que está em João 3:3 e sem a qual ninguém verá a glória de Deus. A Igreja Católica é uma instituição humana com uma competência fora do comum, por conseguir manter até hoje uma monarquia medieval e sobreviver, econômica e financeiramente, através de um modelo de gestão que supera os modernos sistemas de franquia e avançadas práticas de marketing.

A salvação é outra história e somente pode ser alcançada em Jesus Cristo, autor e consumador da nossa fé e sumo sacerdote para sempre. Oremos para que a verdade da Bíblia seja revelada aos que ainda se encontram mergulhados nas vãs filosofias e nas tradições, a fim de que Jesus Cristo faça morada em seus corações libertando-os de dogmas, símbolos e amuletos que fazem parte de uma extensa lista destituída de qualquer valor espiritual e que só contribuem para colocá-los mais distante de Deus.



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Sobre a fé

Roberta Junquilho Rossi


…e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos. Todavia, o Senhor é fiel; Ele vos confirmará e guardará do maligno” (IITs.3:2-3)


As palavras do irmão Paulo penetraram fundo no meu coração que se angustiou, antes de ser confortado pelo Espírito Santo de Deus.
Confortado pela verdade e coerência Dele em todo momento com a humanidade.
No mundo que vivemos sabemos e vemos todos os dias que há, sim, homens perversos e maus e que rejeitam a Deus de várias maneiras.

Aqueles feitos criaturas de Deus que não experimentaram e nem experimentarão a maravilha que é ser chamado “Filho de Deus” e, portanto, herdeiros da promessa, irmãos de Jesus, mudança que somente ocorre quando há arrependimento genuíno.
Comecei a orar agradecida ao Senhor por tão grande privilégio!
Agradeci por Ele ter limpado “as escamas dos meus olhos”, assim como fez com Paulo, antes chamado Saulo, cidadão romano e perseguidor dos cristãos.(At.9:18). Paulo, homem que foi profunda e totalmente transformado pelo poder de Deus, ao crer em Jesus como único caminho para remissão, salvação e libertação dos pecados.
Tão simples, direto, claro e límpido Jesus falou a Paulo que este largou tudo e foi poderosamente usado por Deus para anunciar as boas novas, o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo por várias partes do mundo, inclusive para doutores e mestres. As escamas caíram-lhe dos olhos , e tornou a ver, é o que diz o texto.
Porque se não vemos, não conhecemos; se não cremos, não compreendemos e aí está a coerência do Evangelho. Nada é por acaso, nem de qualquer jeito, os fatos, profecias e promessas se completam, homens inspirados pelo próprio Deus tiveram o privilégio de sentir a fé e presença de um Deus real, vivo, transformador e impactante. Esses homens abriram seus corações para receber a Verdade, sem reservas, sem dúvidas, rendendo-se completamente à voz do Senhor!
Quão grande bênção!
Um Deus que, coerente e justo que é, não pode revelar-se a todos, mas àqueles que O desejam e buscam.
Então meu coração alegrou-se ainda mais, quando a seguir fala da fidelidade Dele e da condição protegida que nos colocamos, em seus braços, longe dos perigos, da maldade e perversidade do homem iníquo e do grande inimigo de Deus: Satanás, o maligno.
Algumas pessoas não gostam de admitir a existência dele, ignorando que, ao negar sua existência, negam ao próprio Deus, pois Ele nos prova isto, visto que, como diz a Palavra: “a nossa luta não é contra sangue nem carne, mas contra os principados e potestades, nas regiões celestiais” (Ef.6:12).
O próprio Jesus foi tentado por este no deserto e foi mais que vencedor, porém também disse que ele sempre andará em derredor, buscando quem possa tragar.
Ora, o diabo não desistirá nunca, pois ninguém gosta de perder. E cada ser humano que tem os olhos espirituais abertos e passa a ser chamado Filho, sempre será alvo dele.
Mas a riqueza de ser Filho é que o Pai nos acalenta, protege e guarda. O Pai jamais deixa o filho desamparado, sem resposta ou sem Sua presença.
Ah, queridos, o Pai nos ama, está de braços abertos, só precisamos enxergar e correr pra ele! Correr sem medo, sem ressalvas, “ achismos”, religião, dúvidas, sem conceitos ou preconceitos. Correr e mergulhar no Deus que age no sobrenatural, no Espírito Santo de luz, paz, verdade e consolo!
Mergulhar na delícia que é sentir seu acalento, ouvir Sua voz, conselho e cuidado: “Filha, eu te escuto, vá por aqui, eu te dou a mão, estou contigo”. Meus queridos, isso é algo indescritível de expressar! Algo tão tremendo e nítido, a presença do Senhor, o mover do Seu Espírito em nós…
Um presente, a fé em Jesus! Este privilégio não é para todos, mas pode ser pra qualquer um que quiser ter um relacionamento íntimo com Deus e disser: “Senhor Jesus, eu quero a Sua presença em minha vida, para sempre. Eu te recebo como meu único Senhor e Salvador”.
Simples, direto, claro e límpido, Ele continua a falar, como fez ao nosso querido irmão Paulo. Você consegue ouvir? Então responda, é com você que Ele fala…
A Ele seja a glória para todo sempre! Amém!



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Os dois sistemas

Roberto Junquilho


Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros

adoradores adorarão o Pai em Espírito e em

verdade, porque o Pai procura tais que assim o adorem. (Jo. 4.24)


O mundo atual avança em todas as áreas,  principalmente por meio das constantes descobertas no campo da tecnologia e da ciência. O moderno se atualiza a cada segundo através de máquinas, equipamentos, sistemas, métodos e invenções. Neste cenário, o homem se divide em duas correntes que se mantêm exatamente como estão nas Escrituras Sagradas. De um lado os que se voltam exclusivamente para empreendimentos distanciados de Deus, com um modo de vida totalmente voltado para as coisas materiais, que gera auto-suficiencia, egoísmo, altivez e arrogância, e de outro os que expressam a sua dependência ao Criador e que se submetem às ordenanças do Espírito.

A Bíblia registra em Gn 4.16 o afastamento de Caim da presença de Deus, depois de matar seu irmão Abel, dando início, através de seus descendentes, à construção de um sistema de impiedade e pecado. Para proteger-se, edificou a primeira cidade, que ganhou o nome de seu filho, Enoque. Na sexta geração de Caim encontramos Lameque, que “tomou para si duas mulheres”, quebrando o princípio do casamento monogâmico instituído por Deus, e matou dois homens. Além de confessar os dois homicídios, ele afirmou que sua vingança é de “setenta vezes sete”.

Jabal, um dos filhos de Lameque “foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado”; Jubal, o segundo filho, “foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão”, e Tubalcaim, o terceiro, “mestre de toda obra de cobre e de ferro”. Os descendentes de Caim, de acordo com a Bíblia, organizaram-se em torno de valores cujo objetivo principal é alcançar riqueza material, sucesso pessoal e satisfazer os desejos carnais.

No versículo 26 do mesmo capítulo, a Bíblia informa que Eva teve um novo filho, dado por Deus em lugar de Abel. Seu nome era Sete, que também teve um filho, Enos: “E foi então que se começou a invocar o nome do Senhor”. Na sexta geração de Sete vemos um outro Enoque, que andava com Deus “e não se viu mais, porquanto Deus o tomou para si”. (Gn.5.24). Era o começo de um sistema voltado para as coisas divinas, de um reino de sacerdotes, da consolidação de um povo liderado pelo Senhor Jesus. Este Jesus que ordena, ao contrário de Lameque, que a vingança não agrada a Deus e que o perdão deve ser praticado sempre, isto é, “setenta vezes sete”. (Mt.18.22).

Corrupção

Os filhos dos homens e os filhos de Deus se misturaram, casaram-se entre si, corromperam o mundo e isso desagradou a Deus (Gn.6). Nada mudou e ainda hoje a mesma coisa acontece: o mundo invade a igreja do Senhor sob os mais variados pretextos. O santo e o profano andam juntos, como fizeram os israelitas ao serem enganados pelos gibeonitas disfarçados de pobres viajantes (Josué 9.6,15,16). Eles estabeleceram pactos que impediram a exterminação do pecado e contribuíram para que as manifestações pagãs contaminassem a verdadeira adoração.

A adoração em Espírito e em verdade cede lugar, muitas vezes, a manifestações carnais conduzidas pelo emocional, através de métodos cujas origens e o comportamento de seus adeptos demonstram que Satanás os estimula, com a finalidade de “roubar, matar e destruir”. (Jo.10.10). Ele rouba a Palavra de Deus dos incautos que se colocam à beira do caminho, em terreno pedregoso ou entre espinhos (Mt. 13.18).

Neste contexto, vale perguntar: a verdadeira adoração e a submissão e obediência a Deus estão em shows gospel com todos os ingredientes do mundo¿ O nome do Senhor é exaltado no ensino bíblico para crianças e jovens através de dramatizações que colocam Deus como mera fantasia de um reino de faz-de-conta, da mentira¿ O que dizer, então, das coreografias sem nexo e cheia de sensualidade carnal, das músicas com letras mundanas nos forrós, pagodes e axés como se vê em cultos; dos bailes, baladas e luaus e até mesmo de blocos carnavalescos evangélicos. Será que esse tipo de “adoração” agrada a Deus ou alcança somente o corpo e suas concupiscências, deixando o Espírito de lado, esquecido?

No caso das dramatizações a situação é mais grave. O ensino é ministrado não como realidade absoluta. A criança e o jovem o recebem como elemento do reino da fantasia, relacionando-o com as artes, coisa inventada. Deus é real e temos que estimular essa crença de forma que o aluno possa notar a diferença entre as obras de ficção e aquilo que está na Palavra de Deus. Afinal de contas, o que faz o ator senão fingir ser alguém que não é? Eles eram identificados pela palavra grega hipócritas nos tempos neotestamentários, termo utilizado pelo Senhor Jesus quando se referia aos enganadores da doutrina divina, os fariseus. Jesus e os discípulos ensinavam e não se valiam de métodos que estimulassem o fingimento, o faz-de-conta, isto é, a mentira.

A Bíblia é a nossa regra de fé e prática. Mas o que vale para determinados grupos de crentes são ferramentas do mundo. Ao adotarem métodos do mundo utilizam a linguagem subliminar minando a mente de jovens e crianças e colocando Deus no mesmo nível de fábulas e lendas.

Heresias

Vale lembrar a festa do Bezerro de Ouro de Êxodo 32, o passar crianças ao fogo em sacrifício a Moloque; e também os festejos ao “deus” grego Dionísio, depois Baco. Foi a partir dessas liturgias que o teatro deixou de ser culto aos “deuses” da Grécia antiga e se firmou como arte, por meio das peças de Ésquilo, Eurípedes e Sófocles; Não podemos esquecer da dança sensual da filha de Herodias em Mt. 14; os afoxés e axés dos terreiros de macumba, e do “deus” Simbi que virou samba de roda, alcançou fama e hoje faz a festa em todo mundo e nas igrejas também. São manifestações pagãs que saíram dos templos satânicos e dos terreiros, ganharam as ruas e invadem as igrejas, que se vê ainda às voltas com a exploração de falsos profetas em busca do dinheiro fácil, só para citar algumas artimanhas do diabo.

Como as abominações no santuário descritas no livro de Ezequiel 8, se pode ver ainda hoje entre os crentes a idolatria e o “choro por Tamuz” e a outros deuses estranhos. Para sermos obedientes a Deus, temos que nos posicionar em favor do sistema criado pelos descendentes de Sete, nos afastando dos pecados de Lameque. Isso porque não podemos tomar a forma do mundo, mas sermos transformados pela renovação da nossa mente, para que possamos adorar a Deus e, assim, experimentarmos a sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm.12.2).

O santo e profano não podem andar juntos, o vil e o preciso foram separados por Deus, pois não se pode servir a dois senhores. Estamos no mundo, precisamos trabalhar para sobreviver e nos adaptarmos a alguns usos e costumes. Mas isso não significa que devamos nos misturar, realizar a obra de Deus com métodos e sistemas do mundo, pois quem faz todas as coisas é o Espírito Santo, segundo a maior e mais completa revelação de Deus que é a sua Palavra.

Existiram dois Enoque, o primeiro da descendência de Caim, carnal, que morreu; o outro que descende de Sete, companheiro de Deus, que o tomou para si. Com qual deles nos identificamos¿ A escolha é nossa e para fazê-la acertadamente Deus nos dá uma ferramenta muito eficaz, sua Palavra, inerrante e sagrada, que é implantada em nosso coração quando mergulhamos nas águas purificadoras (Ez. 47) que levam ao oceano do Espírito.

As mulheres no Ministério de Jesus

Eli Junquilho


Jesus veio para libertar o ser humano de todas as cadeias. Ele inovou, quebrou paradigmas do judaísmo, mostrou o caminho da salvação e deu a receita certa de como segui-lo para obtê-la. E não fez acepção de pessoas. Seu ensinamento alcançou a crianças, jovens, adultos, anciãos, homens e mulheres. Com as mulheres, sua postura foi singular, pois Ele colocou-as em nível de importância elevado, dando-lhes dignidade e abrindo, assim, a possibilidade para que elas o seguissem e atuassem em seu ministério de uma forma muito intensa.
Esse comportamento, apesar das rígidas leis judaicas, foi seguido por seus apóstolos depois que Ele retornou para o Pai. Em todo o Novo Testamento, o ministério das mulheres se mostra atuante na expansão do cristianismo. Como exemplo, pode ser citado At. 16:14, que trata da primeira conversão ao Evangelho ocorrida na Europa: “Certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. Lídia e sua família foram grandes colaboradores de Paulo no ensino e na pregação da palavra..
A maneira com a qual o Senhor e os apóstolos lidavam com as mulheres foi sem precedentes no judaísmo. Jesus deixou que elas o tocassem e o seguissem, falou com elas e a respeito delas sem restrições, mas com grande afeição. Defendeu-as quando eram mal compreendidas e atendeu a seus apelos por várias vezes, operando milagres, ensinando e libertando-as, para que o seguissem e, também, realizassem a sua obra.

Ajudadora

Em Gênesis 2:22, o papel da mulher é claramente definido: “E da costela de Adão que o Senhor tomou do homem, formou a mulher e a trouxe a Adão: Disse Adão: Esta é agora osso do meus ossos e carne da minha carne; ela será chamada mulher, pois do homem foi tomada, e serão os dois uma só carne. A mulher, dessa forma, foi formada para ser companheira, ajudadora e amiga de todas as horas.
Com o passar dos séculos, o ensinamento judaico foi colocando o homem como figura mais importante na sociedade, eliminando a prática da mensagem inicial de Deus. Essa distorção somente foi quebrada através de Jesus, que passou a dar à mulher um tratamento mais igualitário, de amor e carinho, de perdão e reconhecimento. Ele soube, como ninguém o fizera antes, tratar a mulher com o respeito e a dignidade merecidas por todo ser humano.

O ministério

As mulheres sempre estiveram ao lado do Senhor Jesus. Desde o seu nascimento, elas o acompanhavam. Quando Ele foi apresentado no templo, a Bíblia relata que ali estava a profetisa Ana, segundo registro de Lucas (2:36-38). Elas o serviam: “Então Maria, tomando uma libra de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pós de Jesus e enxugou-lhe com os cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento”. (Jô. 12:3); para sustentar a obra com suas ofertas: “…e também o seguiam algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madelena, da qual saíra,m sete demônios; Joana, mulher de Cusa, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas (Lc. 8:2-3).
Na sua morte e também na ressurreição, elas estavam presentes. Em MT.27: 55-56, podemos ver: “Estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, para o servir. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José e mãe dos filhos de Zebedeu. No Evangelho de João, vê-se com detalhes o trabalho das mulheres no ministério do Senhor Jesus. Ele as amava e foi a uma mulher que Ele apareceu pela primeira vez após a ressurreição: “Disse-lhe Jesus: Maria. Ela, voltando-se, disse-lhe: Mestre….”. Maria foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor.
O papel das mulheres na vida de Jesus merece destaque em todos os relatos das Escrituras. Um dos exemplos de amor tem como figura central exatamente uma pessoa que tinha tudo para ser relegada ao desprezo. Ao chegar ao poço Jacó, na cidade de Sicar, região de Samaria, Ele nos mostra como mudar conceitos sem fazer acepção de pessoas. Além de pagã, samaritana (inimiga dos judeus), de vida desregrada, era do sexo feminino. Jesus quebra costumes para salvar os pecadores para, na condição de salvo, estarem com Ele.
Ao acolher a samaritana, naquelas condições, Jesus abriu caminho para que ela pregasse o seu Evangelho ao povo a que ela pertencia, o que pode ser visto em João 4: 26-29. “Deixou pois a mulher o seu cântaro e foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde e vê um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o Cristo? Saíram, pois, da cidade e foram com ter com ele”.

Os frutos

Na igreja primitiva, os ensinamentos do Senhor Jesus frutificaram e o ministério das mulheres foi amplamente fortalecido. No livro de Atos dos Apóstolos, 9:36-39, vemos a figura de Dorcas. Era uma discípula “cheia de boas obras que fazia”, encarregada de produzir túnicas e vestidos para os irmãos, sendo por eles muito estimada.
Uma das pessoas que Paulo pode contar foi uma mulher, Lídia. “E uma certa mulher, chamada Lídia…Depois que foi batizada, ela e sua casa nos rogou dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali. E nos constrangeu a isso. Atos 16 relata que foi na casa de Lídia o primeiro local de reuniões das igreja na Europa.
Outra mulher com ministério atuante na obre do Senhor foi Priscila. Conhecia o Evangelho e juntamente com o esposo, Áquila, passou a doutrina para várias outras pessoas, inclusive para um intelectual e culto homem de Alexandria chamado Apolo: “…Quando o ouviram, Priscila e Áquila o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus”. (At. 18:26).
As mulheres que viveram no tempo da igreja primitiva eram dedicadas à obra de Deus e exerciam seus ministérios com o apoio das lideranças da época. A relação é extensa e inclui, entre outras, Febe, (Rm. 16:1-2), Lóide e Eunice (II Tm), Maria, mãe de João Marcos (At. 12:12), que nos dão exemplos de destemor obediência. Atuavam nas áreas de ensino, na evangelização e intercessão, com amor e compreensão, dentro do que Nosso Senhor Jesus Cristo pregou. São exemplos que ficam para sempre e nos quais podemos nos espelhar param servir a Deus.


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Simplesmente acredite em Jesus

Roberta Junquilho Rossi


No mundo corporativo moderno prega-se muito o verbo “acreditar”.Acredite no produto, acredite na empresa, no seu potencial, na sua equipe, acredite, acredite, acredite…

Crer é algo que move a nossa mente e todo nosso corpo para agir e/ou reagir a algo ou alguém.

O mais interessante é que se fala em tantas coisas que através de técnicas e pesquisas conceituados especialistas e palestrantes parecem orquestrados num mesmo tom tentando provar que o poder da mente é superior e que “não usamos quase nada do potencial do nosso cérebro”. Como se algo fosse nosso, é o que penso… Se, como diz a palavra de Deus: ‘tudo vem d’Ele e pertence a Ele”, o que pensamos que somos para ter domínio sobre alguma coisa?

E é cada uma que se fala que não dá para acreditar. Vejam só algumas: se olhar para o lado direito e pra cima, a pessoa está mentindo; todo mundo carrega os traumas sofridos no ventre da mãe, é preciso fazer uma regressão, cura interior para entender os traumas e problemas; deve-se mudar o nome, acrescentando ou tirando letras para atrair bons fluidos, e por aí vai. São tantas teorias apresentadas e ditas com tanta convicção que quase nos convencem…

Mas… quando falamos que, um dia, Deus formou o homem à sua imagem e semelhança, enviou seu único Filho que morreu e ressuscitou para salvar a humanidade, quando abrimos a Bíblia e mostramos que, sim, isso aconteceu, está escrito, havia testemunhas (algo que, na própria justiça dos homens, é fundamental para decisões em casos difíceis de serem julgados)!!!

Ah, como é mais difícil crer, não é mesmo? Ainda que com testemunhas…

O próprio Jesus disse a Tomé: “Porque me viste, creste? Bem aventurados aqueles que não viram e creram!”(Jo. 20:29).

Mas um psicólogo lança um livro, um filme estréia (baseado em fatos verídicos) e lá estão os homens, orquestrados e convictos de que aquilo, sim, é real.

Como gostamos de nos acomodar, ficar na zona de conforto (esse termo também é muito usado) e acreditar em coisas que não nos incomodam, que se ajustam melhor à nossa personalidade e estilo de vida.

Crer em Jesus é realmente algo que mexe com nossa estrutura, derruba nossos conceitos, abala nosso espírito, modifica tudo o que há em nós que desagrada a Deus, nosso Criador.

Porque quanto mais nos aproximamos d’Ele vemos o quão distante estamos do modelo que Ele imaginou e isso incomoda, sim. Quando nos confrontamos percebemos que Deus nos quer mais perto, faz tanto por nós e espera tão pouco. Espera apenas que nos voltemos pra Ele, que reconheçamos sua verdade, Seu Filho como único caminho para a salvação e reconciliação eternas.

E os milagres, então? Muitas vezes é mais fácil atribuir a algo palpável como uma imagem, um amuleto, uma atitude.

Mas é tão mais simples acreditar que ao acordarmos abrimos os olhos simplesmente porque Deus permitiu que assim o fosse. Que chegamos em casa após o trabalho em segurança, que nossos filhos voltaram bem da escola, que não estamos num leito de hospital, apenas porque Ele nos livrou. “sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5), disse o Senhor.

Reconhecer a soberania de Deus sobre nós, simplesmente colocando o nosso dia à sua disposição, buscar tempo pra Deus, louvar ao seu nome apenas com uma palavra: “Obrigado, Senhor! Eu reconheço, preciso de Ti, não posso absolutamente nada se o Senhor não estiver comigo. Eu creio, Senhor!”

Recentemente num curso que fiz pela empresa, fui confrontada com a pergunta: “Como você se vê no dia da sua morte?”

Ah, amados a resposta veio num segundo à minha mente e pude falar às pessoas na sala, sem pestanejar: Me vejo nos braços de Jesus, desfrutando da vida eterna ao seu lado, uma vida de alegria, amor e paz, junto com todos meus irmãos, salvos em Cristo!

Não posso negar que, tirando poucas pessoas, algumas também cristãs, as demais pareciam diante de um E.T. (se bem que et’s não existem, sabemos disto, não é, queridos, mas muitos acreditam, sim, neles!) Alguns segundos de silêncio se passaram e uma irmã fez a mesma afirmação, explicando que nós acreditamos na vida eterna através de Jesus e, portanto, sabemos para onde iremos na hora da morte. Tudo bem que as pessoas passaram a ver dois ET’s, porém o curso seguiu em frente com o palestrante dizendo que cada um tem a sua fé, a sua crença, etc. e passamos para outro tópico. Pois imaginem que é mais fácil para o homem acreditar em ET’s do que em Jesus!

A nossa alegria é esta, amados: nosso viver deve ser Cristo, o morrer é lucro!

Sabemos de onde viemos e para onde vamos…

Oremos por todos que ainda não crêem em algo tão mais simples e real, a volta do Senhor Jesus, que levará a sua igreja, os salvos n’Ele para lugares celestiais, para a nova Jerusalém, onde desfrutaremos da Sua presença para sempre!

Fiquemos alerta e vamos separar tempo para Deus, nos preparar para este dia que é o que de mais certo acontecerá, acreditem ou não!

A vinda de Jesus se aproxima, anunciemos isto a plenos pulmões, enquanto e quando pudermos, não nos deixemos intimidar com as “teorias” que nunca se comprovam, falemos do Senhor com intrepidez, motivação e amor!

Este é nosso papel, “pregar o Evangelho a toda criatura”, esta é a missão que Jesus nos deixou.

O mais, Ele fará, eu creio!

2 comentários sobre “Estudos bíblicos

  1. Luzanny Vieira

    Parabéns pela matéria.
    Este é mesmo nosso papel: pregar o evangelho e…fazer discípulos, a primeira parte parece mais fácil mas “fazer discípulo” não é tão fácil, pois muitas vezes com nossa forma de comunicar Jesus, estamos afastando estas pessoas de Jesus, ao invés de atraí-las para Ele.
    Grande abraço.

  2. Raimunda Souza deJesus

    Excelente materia.
    Que ela possam levar melhor comprenção aos homens da grande e desafiadora responsabilidade que é pregar um evangelio santo do Senhor Jesus

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