Roberta Junquilho Rossi

“…toma, pois, este bordão na mão, com o qual hás de fazer os sinais.” ( Exôdo.4:17)

Meditando neste versículo, lembrei do meu cachorro Pelé.
Não estranhem não. Na verdade, lembrei da caminhada que fizemos, eu e
Marcelo com o nosso cachorro Pelé, um labrador muito bonitão que há
tempos não saía para uma caminhada.
Pois bem, depois de muita luta da minha parte, pois eu queria caminhar sem
o cachorro e meu marido insistia que o animal precisava de ar fresco, fazer
exercícios, etc. Bem, esse dilema quase ia estragando meu domingo de folga
e, enfim concordei em irmos juntos caminhar com Pelé.
Fomos nós três, pois Lucas, meu filho, preferiu dormir mais um pouco.
Mal sabia a experiência extraordinária que iríamos viver e o cachorro tinha que
estar junto….
Como eu disse, Pelé havia tempos não saía para caminhar e quando
chegamos a um determinado ponto, após 40 minutos de caminhada, observei que
ele estava muito cansado, suando e com a língua de fora, o que me deixou
preocupada. Começou a andar lentamente, quase se arrastando mesmo.
Fiquei olhando de um lado pro outro e disse ao meu marido: “Temos que
comprar água pro cachorro, ele está sedento e cansado”.
Ele virou-se pra mim e disse assim: “Você tá brincando? Hoje é domingo, aqui
não tem onde comprar água!”
Começamos a retornar pra casa, levaríamos mais uns 40 minutos até chegar. Estava
angustiada com o estado do animal, pois o passeio estava se tornando um verdadeiro
martírio para ele.
Eu disse outra vez: “Temos que dar água para Pelé”.

Foi então que ouvi meu marido dizer: “Você está querendo o impossível, né ?
Não tem como arrumar água por aqui”.

Eu respondi: “Impossível nada, podemos orar e Deus pode muito bem mandar
um ambulante vendendo água….”

Mas logo depois de falar isto, eu exclamei: “Ah, já sei, logo ali tem um posto
de gasolina, vamos comprar.”( “Homem de pequena fé, porque duvidaste?”
Mt.14:31).

E seguimos retornando, eu crendo que o posto de gasolina ali perto resolveria
o problema…quando,, segundos depois, meu marido apontou uma garrafa de água em cima
do muro próximo e disse assim: “Olha uma garrafa ali, parece ser
água”.

Olhei de um lado para o outro tentando achar o “dono” da água e vi um senhor
pescando, perguntei se a água era dele o que prontamente negou.

Peguei a garrafa, Marcelo experimentou para ver se era água mesmo (nessa
hora me dá uma vontade de rir ao ver quão humanos somos, queridos…)
e logo em seguida derramei nas mãos e Pelé se deliciou com a água
que, apesar de estar debaixo de um sol bem forte, estava fresquíssima!!

Ele tomou quase tudo e então retomamos a nossa volta pra casa; apenas
alguns minutos depois foi que olhei pra Marcelo e exclamei: “Deus colocou a
água ali!!! Não era de ninguém, foi colocada ali como um sinal pra nós!!”

Ah, queridos, como eu, de forma audaciosa, confesso, imagino Deus achando
graça de nós… Creio que Ele pensa: Meus filhos, os meus sinais estão em toda
a parte, basta vocês estarem ligados em Mim!
Alguns podem pensar que trata-se de romantismo ou até mesmo loucura!
Mas trata-se de fé, irmãos! Fé num Deus que a todo momento se mostra pra
nós, através dos seus sinais. O mesmo Deus que disse a Moisés que haveria
os sinais.
Pode ser com um bordão, com uma garrafa de água “esquecida” em
algum lugar, ah, de tantas formas. Mas sempre de forma clara, precisa e
extraordinária, para que possamos entender que é Ele.

Que coisa maravilhosa servir a um Deus vivo que se preocupa conosco nas
mínimas coisas! E fala conosco a todo instante.

Alguns minutos mais tarde passamos de carro pelo mesmo local e fiz
questão de conferir se a garrafa ainda estava lá, porque tinha sobrado água e nós tínhamos recolocado a garrafa no mesmo lugar. Mas claro que não estava.

Eu disse : “Claro que a garrafa não está mais lá, com certeza Deus deve ter
levado para alguém que precisava de um sinal também.”

Um sinal de que precisamos ser menos terrestres e mais celestes. Precisamos
estar ligados, conectados com o Pai.
(“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome,
expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se
alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos
sobre os enfermos, eles ficarão curados.” Mc. 16:17-18).
Eu quero, Senhor, os teus sinais em minha vida, todos os dias!