Roberta Junquilho Rossi

Lendo recentemente uma revista semanal de grande circulação, chamou minha atenção o teor da entrevista principal, com a atriz do teatro, cinema e televisão Fernanda Torres.
Na entrevista, ela relata sua experiência de vida, a relação com as drogas, o início da carreira, casamento, filhos, sua libertação do vício, enfim, um resumo de sua vida pessoal. Falou de política, da evolução do País ao longo do tempo e o que mais me chamou atenção foi quando ela, com uma impressionante verdade e eloqüência disse, chocada:
 “A minha geração tinha a política, o álcool, as drogas, o sexo livre  e isso era uma contravenção na época. Éramos apontados como diferentes, transgressores de regras, muitas vezes, marginalizados mesmo. Pela família e  pela sociedade.  O mito do revolucionário era encantador.

O que me assusta hoje é a normalidade de todo mundo ser  deprimido, e do surgimento da geração rivotril.
Todo mundo é bipolar, toda criança é hiperativa e todos precisam de um psiquiatra e rivotril.  Pra dormir, pra acordar, pra melhorar o humor, sorrir, pra chorar, pra comer, pra deixar de comer…

Tomar antidepressivo virou moda. Há um tempo tomei um remédio pra emagrecer e quase pirei, aí eu disse: Gente, me desculpa, mas isso é igual cocaína! Primeiro, eu fiquei com palpitação no coração e, depois, meio deprimida. Fiquei sem fome e excitada e, depois, muito angustiada. Já havia sentido isto antes com cocaína.

E sempre tem alguém pra te aconselhar a tomar um remedinho, quando aparece um problema.

Antigamente, todo mundo fazia análise, hoje tem o psiquiatra e remédio passou a fazer naturalmente parte do menu diário desta nova geração. Esta é uma geração doente e, pior, que não se dá conta do quão doente está!”

Naquele momento de assombro de uma artista, que vive num meio onde tudo é muito natural e normal; constatei ainda mais o quanto a humanidade necessita conhecer, experimentar e viver a experiência da salvação em Jesus Cristo.

E com isto veio a responsabilidade de orar por uma nova e saudável geração, uma geração de adoradores.

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”. (Jo. 4: 23).

A geração de adoradores não é, definitivamente, bipolar; não usa rivotril nem qualquer outro “tril” vendido pelos laboratórios para enriquecê-los às custas de doenças inventadas por eles mesmos.

A geração de adoradores não sofre de depressão, opressão, crianças hiperativas, maníacos depressivos. A  geração de adoradores adora o Pai em espírito e em verdade e isso não dá lugar pra mais nada.

São pessoas diferentes, pois os problemas são resolvidos pelo Rei dos Reis, pelo Médico dos Médicos e isto, irmãos, não tem meio termo. A Bíblia fala que é sim, sim; não, não. E ponto. E o inimigo é derrotado e foge, em nome de Jesus. Isso nos deixa curados de todas as nossas doenças e dores.

“Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (Jo.8:36). Precisamos, como igreja, nos levantar e nos unir em oração para que o Senhor cure esta geração, transforme-a numa geração de adoradores, em que o Pai seja o centro de tudo e cure as feridas da alma, do corpo e do espírito de cada um de nós. Que quebre o coração de pedra e dê um coração de carne.

Precisamos, com intrepidez, anunciar isto aos quatro cantos do mundo, mostrar a esta geração “doente” que a cura é possível, a cura por completo. E os problemas ficarão tão pequenininhos que desaparecerão pelo poder do Senhor!

É o mesmo Deus, queridos, lembremo-nos disto, o mesmo de ontem, hoje e amanhã. O mesmo que cura, liberta, sara e salva!

Oro por isto e para que mais pessoas, artistas ou não, se assustem e não se conformem com as “normalidades” apregoadas atualmente.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm. 12:2).

Vamos viver esta vontade completa e perfeita!  Amém!