Roberto Junquilho
“Só na Igreja Católica existe salvação”. Ao pronunciar essa frase, durante entrevista à imprensa, Bento XVI, estrela maior do teatro de poder encenado no Vaticano, contraria toda a verdadeira doutrina bíblica, segundo a qual a redenção eterna só se encontra em Deus, através do Senhor Jesus Cristo. Milhões de pessoas, nestes dois mil anos mais recentes, vêm sendo enganados por chamamentos desse tipo, produzidos por esta organização humanista, extremamente poderosa politicamente, que desde a sua criação, lá pelo terceiro século de nossa era, tenta tomar o lugar do Salvador, Jesus, que morreu na cruz pelos pecados da humanidade. Para tanto, vale-se de um bem estruturado sistema de convencimento e de cartilhas bem elaboradas em defesa de seus interesses, desprezando as Escrituras Sagradas. A palavra de Deus diz que só existe um intermediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo.
Isso está bem claro, de Gênesis a Apocalipse, sem qualquer margem para dúvidas. Mas o chamado bispo de Roma, que se auto-proclama, entre outros títulos heréticos, vigário (substituto) de Cristo, tem de defender o engano secular. A igreja Católica precisa sobreviver e, nessa situação, pouco importa a verdade absoluta da Bíblia. A monarquia despótica do papado, neste cenário, continua a impor sua tradição doutrinária que é diametralmente oposta aos ensinamentos de Jesus Cristo e à doutrina dos apóstolos. A afirmação de Pedro, um dos apóstolos, escrita no livro de Atos 4:12, é taxativa: “Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Ao mesmo Pedro é dado o privilégio da revelação do Espírito, fazendo-o declarar: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”. Ao que Jesus respondeu: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus”. (Mt 16:18-19).
Pescador, homem simples, mas cheio do Espírito Santo, ele obedecia ao seu Senhor, Jesus, e dispensava honrarias e bajulação, coisa que não ocorre hoje com aqueles que se intitulam seus sucessores. Um dos fatos mais marcantes da vida de Pedro está registrado em Atos 10:26. Ao chegar à casa do centurião Cornélio, Pedro disse: “Levanta-te que eu também sou homem”, dispensando a adoração que lhe era prestada pelo anfitrião, prostrado aos seus pés. Na Igreja Católica isso não ocorre e vários são os alvos da adoração, incluindo defuntos que há muito tempo já viraram pó. Paulo, outro apóstolo, adverte no capítulo 8 da Carta aos Colossenses: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Na primeira carta a Timóteo, capítulo, 2:5, Paulo esclarece: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. Este texto, como todos os outros sobre salvação eterna que estão na maioria dos livros da Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é claro, objetivo e ensina que a redenção eterna vem de Deus, por meio de Jesus Cristo.
Ao estabelecer o Plano de Salvação, Deus não criou a Igreja Católica, uma religião nascida através de conchavos políticos e com o objetivo de tentar sustentar o decadente Império Romano, nem tampouco ordenou substitutos e muito menos papas. Ele criou a Igreja, que é a reunião de todos os salvos em Jesus Cristo. Não instituiu esta ou aquela denominação religiosa, mas elegeu a multidão daqueles que recebem a sua Palavra de Salvação e abrem o coração para a verdade que Ele mesmo pregou: “Se o filho (Jesus) vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. E no Evangelho de João, capítulo 14:6, Jesus não deixa dúvida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Fica claro, segundo a Bíblia, que Jesus é a cabeça da igreja, que é seu corpo. Este é o grande mistério: Cristo e a Igreja. Felizmente, os ensinamentos da Bíblia alcançam povos e nações e atingem a quem busca Deus verdadeiramente, que se revela através do Espírito Santo, cumprindo-se, assim, as profecias das Escrituras. A Igreja Católica não salva, a religião, muito menos, e somente Jesus, o nome sobre todo nome, pode dar a redenção eterna. Em Romanos 8:1, a Bíblia diz que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus e que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Jesus é a “pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa”, complementa em 2 Pe 2:4.
Bento XVI mantém a linha doutrinária enganosa a respeito da verdade, talvez a principal tarefa do cargo. Mas ele vai passar, como passaram João Paulo II e tantos outros papas, padres, bispos, pastores, reverendos. São, todos eles, passíveis de erros, porque humanos e pecadores. Mas existe um, como diz o verso 28 do capítulo 7 da Carta aos Hebreus, endereçada, na verdade, a toda a Igreja de Cristo: “Porque a lei constitui sumo sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constituiu o Filho, perfeito para sempre”.
A salvação para a humanidade foi determinada há mais de dois mil anos, com o sacrifício do Senhor Jesus no Calvário e a sua ressurreição. Não é preciso ser religioso, aliás, como os fariseus que crucificaram Jesus, adorar ídolos ou aceitar dogmas de denominações religiosas. Basta crer, para ver a glória de Deus, e, pela revelação do Espírito Santo, confessar que Jesus é o Senhor e praticar o que ele ensinou. Entre os vários textos da Bíblia sobre a salvação eterna, um se destaca, talvez por ser o mais objetivo. Está no Evangelho de João 3:16-20: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Esta é a verdade da Bíblia, absoluta e sempre atual, porque a Palavra de Deus “…é viva e eficaz, e mais cortante do que espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração”, segundo a Carta aos Hebreus, capítulo 4:12. O resto é invencionice humana, frases criadas visando manter um status quo que contraria à Palavra de Deus, desvirtuando as verdades bíblicas e levando milhões a buscarem a salvação em estátuas de escultura, amuletos dos mais variados e em doutrina heréticas.
A crença em Jesus Cristo opera no ser humano maravilhas que o nosso intelecto não pode alcançar, “pois se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo”. Este texto, 2 Coríntios 5:17, diz tudo e serve para explicar o “nascer de novo”, através do Espírito Santo, necessidade básica da fé cristã que está em João 3:3 e sem a qual ninguém verá a glória de Deus. A Igreja Católica é uma instituição humana com uma competência fora do comum, por conseguir manter até hoje uma monarquia medieval e sobreviver, econômica e financeiramente, através de um modelo de gestão que supera os modernos sistemas de franquia e avançadas práticas de marketing.
A salvação é outra história e somente pode ser alcançada em Jesus Cristo, autor e consumador da nossa fé e sumo sacerdote para sempre. Oremos para que a verdade da Bíblia seja revelada aos que ainda se encontram mergulhados nas vãs filosofias e nas tradições, a fim de que Jesus Cristo faça morada em seus corações libertando-os de dogmas, símbolos e amuletos que fazem parte de uma extensa lista destituída de qualquer valor espiritual e que só contribuem para colocá-los mais distante de Deus.
27/08/2011 at 21:33
Glórias ao Deus vivo e verdadeiro.